Não reeleja NENHUM deputado ou senador

Durante anos tem-se dito que a política não é profissão, e que os políticos não deveriam estar se eternizando no poder. Ao mesmo tempo tem sempre um alma generosa a dizer que tem-se que valorizar o ‘bom político’ reelegendo-o. Pois bem, uma coisa não encaixa com outra. Se é para não fazer da política uma profissão não se deve reeleger nenhum dos DEPUTADOS E SENADORES atuais, em especial considerando que quase a totalidade dos legisladores está envolvido em escândalos de corrupção.

Coloque esses vermes para fora do poder público. Não adianta votar para aquele líder regional que trouxe ‘algum benefício’ para a comunidade, porque em geral esses caras ganharam comissão ‘por trás’ para fazer isso. Se renovar totalmente o congresso dificilmente se terá a mesma corja acostumada a cagar na cabeça do cidadão que está lá atualmente. Por certo que ladrões haverá, mas como piorar o número de 90%? Acho difícil.

Vão vir os ‘sábios’ de plantão, esses que não resolvem nada, dizer que as campanhas para não reeleger ninguém são estúpidas. Faz tempo que esses estão com essa ladainha. Enquanto isso os mesmos, vez após vez, voltam para o parlamento, e a situação do legislativo é cada vez pior. Vai dando trela pra esses idiotas vai, e o país cada vez mais no buraco.

Presidente do Conselho de Ética arquiva pedido de cassação de Aécio, por ‘falta de provas’

BRASÍLIA — Como já tinha sinalizado, o presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto de Souza (PMDB-MA), decidiu, monocraticamente, arquivar o pedido de cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (MG), apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). No início da semana João Alberto disse que sua decisão sobre a representação pedindo a cassação do tucano mineiro seria alinhada com a posição do plenário sobre uma eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ratificando sua prisão. Mas ele nem esperou a decisão do STF, adiada para a próxima semana. O arquivamento do pedido de cassação no Conselho, entretanto, não devolve a Aécio o exercício do mandato, que continua afastado pelo STF.

Depois de receber a análise preliminar da assessoria jurídica do Senado, o presidente do Conselho de Ética decidiu não dar prosseguimento ao processo por considerar que não houve quebra do decoro parlamentar ou flagrante continuado no caso das gravações em que o tucano pede dinheiro ao empresário Joesley Batista.

SENADOR SE EXPLICA EM NOTA: “FALTA DE PROVAS”

Em nota o senador João Alberto informou que não admitiu a representação contra Aécio e que os membros do Conselho tem dois dias úteis para recorrer do arquivamento, com apoio de no mínimo cinco membros.

— Indeferi por falta de provas — afirmou o senador.

Ao receber a representação de Randolfe, ele disse que poderia decidir sozinho pelo arquivamento, se não se convencesse da existência de fundamento que justificasse a cassação.

Joao Alberto lembrou que no caso do ex-senador Delcídio Amaral, ele acatou a abertura de processo porque o plenário do Senado também entendeu que houve crime de flagrante continuado. Mas tem dúvidas se o que aconteceu com Aécio não foi uma “armação”.

— Dizem que houve uma armação contra ele. As fitas foram editadas? O que o STF vai decidir sobre isso? E se o STF disser que as fitas são inválidas? A única prova desse processo são as fitas – argumenta João Alberto.

Na foto, o senador João Alberto Souza, presidente do Conselho de Ética do Senado, em fevereiro – André Coelho / Agência O Globo

 

 

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