Parece que o velho golpe do vereador reter o salário dos assessores continua campeando solto

Reprodução do facebook do vereador Adaílton Sá (Foto: Reprodução)

O TJSP determinou o afastamento do vereador Adaílton Sá  (PRP) da Câmara Municipal de Hortolândia (SP). O edil sofre investigação por enriquecimento ilícito, o velho golpe da retenção de parte do salário dos assessores.

A investigação do Ministério Público demonstrou que ex-funcionários do gabinete relataram que o vereador condicionava a permanência no cargo a ficar com parte dos salários.

“Cuida-se de demanda de responsabilidade por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público em face de Adailton Sá dos Santos (fls. 01/18). Sustenta, em síntese, o réu, eleito vereador do Município de Hortolândia em janeiro de 2013, passou a impor condição para a contratação ou manutenção no cargo de servidores ocupantes de cargos de livre nomeação e exoneração. Diz que as testemunhas ouvidas em sede de Inquérito Civil confirmaram que o réu contratava os assessores e chefes de gabinete e deles exigia porcentagem do vencimento a fim de que se mantivessem no cargo. Conforme narrou, os assessores, que receberiam R$ 3.100,00 líquidos mais auxílio-alimentação, ficavam com apenas R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00 mensais aproximadamente, sendo o restante repassado ao réu. Caso o servidor não concordasse com os termos postos, seria exonerado livremente pelo réu. Ainda segundo o autor, o réu, no início do mandato, em 2013, havia prometido quatro cargos de assessor a seus conhecidos, porém, nesta época, o número de assessores foi reduzido para três; desse modo, o réu determinou que cada um dos três assessores nomeados repassasse R$ 500,00 àquele que foi preterido e trabalharia como “assessor informal”, sem registro. “, informa o processo.

A Câmara Municipal espera a entrega do nome do suplente para dar andamento ao processo.

A promotoria também pediu a prisão do vereador.  No entanto, o processo corre em segredo de Justiça.

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