Tribunal Eleitoral não quer voltar a fazer eleições com cédulas de papel em 2016

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves e o secretário de Tecnologia da Informação (TI) do Tribunal, Giuseppe Janino, recentemente fizeram parte de de audiência pública na Câmara  que discutiu a maneira eletrônica e a impressão de votos em papel para controle da idoneidade dos resultados das eleições.

Tanto Ministro como Secretário disseram que a utilização de mecanismo impresso paralelamente à votação em urnas eletrônicas foi testada sem êxito, e que insistir nisso seria uma volta ao passado.

“Todas as experiências que tivemos com o voto impresso não foram proveitosas. Muito pelo contrário. E por mais que tenhamos segurança, estaremos sujeitos a fraudes”, afirmou o ministro. Giuseppe lembrou que a automação do processo eleitoral permitiu diminuir a intervenção humana no processo de sufrágio e mostrou que experiências anteriores mostraram que o voto impresso é ineficiente e custoso.

Ele explicou que a urna eletrônica funciona a partir dos programas que lhe são inseridos e que, portanto, o que se deve garantir é a integridade desses softwares que, por sua vez,  estão sempre à disposição dos partidos políticos e da sociedade seis meses antes do pleito. “Não somos donos nem senhores da razão. Tentamos, com boa fé, obter o melhor resultado de segurança para nossa urna. O que pedimos é que, não só os partidos políticos, mas que a sociedade como um todo traga sugestões para análise da Justiça Eleitoral para que, se o sistema puder ser aperfeiçoado, que ele seja aperfeiçoado”, ressaltou.

Ele enumerou os diversos recursos de auditoria que já existem para garantir a segurança do sistema eletrônico de votação, como a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, evento público realizado um mês antes das eleições e em  os sistemas da urna eletrônica são assinados digitalmente. Depois dessa a lacração, as assinaturas digitais dos sistemas da urna eletrônica podem ser conferidas pelos eleitores.

Giussepe citou ainda a votação paralela, auditoria que ocorre no mesmo dia e horário das eleições e que também conta com a participação do Ministério Público, da Ordem dos Advogados, de representantes dos partidos, além de ser franqueada à imprensa e à sociedade. Segundo ele, “não existe até hoje uma inconformidade nesse teste”. Além disso, no dia da eleição, após o término da votação, são impressas e distribuídas várias cópias dos boletins de urnas, documento que possui a contabilização dos votos em cada seção eleitoral e que permite conferir os votos contabilizados na urna eletrônica e no sistema de somatória de cada seção eleitoral.

 

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